Água de Coco celebra 40 anos com o documentário “Quarenta Verões”

Célio Thomaz, Liana Thomaz, Tais Araújo e Renato Thomaz

Quarenta anos cabem em muitas imagens. No caso da Água de Coco, elas atravessam praias, passarelas, mudanças de comportamento e diferentes maneiras de interpretar o Brasil. Esse repertório ganha agora uma nova linguagem em “Quarenta Verões”, documentário dirigido por Edu Diaz que encerra as comemorações das quatro décadas da marca.

A première aconteceu na quarta-feira (2), em São Paulo, com apresentação de Liana Thomaz e Renato Thomaz. Célio Thomaz e Taís Araújo também acompanharam a sessão. A atriz, que participa do documentário, mantém uma ligação antiga com a grife: um dos primeiros desfiles de sua trajetória foi justamente para a Água de Coco.

Entre os convidados estavam Lilian Pacce, Erika Palomino, Paulo Borges, Thássia Naves, Carol Trentini, Gianne Albertoni, Maria Braz, Teté Conde, Ma Tranchesi, Jordanna Maia, Vitória Fiore, Helena Barbero, Reis Rodrigues, Pam Barja, Maitê, Clara Santandrea, Chico Lachowski, Rafa Gasparini, Fabio Monerat e Giuliny, entre outros nomes da moda, cultura e entretenimento.

Do biquíni de 1946 a uma marca nascida em Fortaleza

O ponto de partida do filme antecede a própria Água de Coco. A narrativa começa em 1946, com a criação do biquíni, e usa a peça para acompanhar transformações no vestir, no comportamento e na moda praia ao longo das décadas.

Paralelamente, surge a trajetória de Liana Thomaz, que fundou a marca em Fortaleza, em 1985. A história coloca o Ceará no centro da narrativa e recupera referências que atravessaram o trabalho da criadora, das paisagens e cores locais às técnicas artesanais incorporadas ao beachwear.

Dessa forma, “Quarenta Verões” não se limita a organizar acontecimentos de uma empresa. O documentário aproxima a trajetória da Água de Coco de temas como empreendedorismo feminino, criatividade, identidade brasileira e transformação da moda praia nacional.

Para construir esse percurso, o filme reúne imagens de arquivo e depoimentos de quase 50 pessoas que acompanharam diferentes momentos da marca e da indústria. O resultado cruza memórias pessoais com mudanças mais amplas na moda e na cultura brasileira.

Quando tecnologia encontra memória

Há também um elemento inesperado na construção sonora. A trilha original foi composta integralmente com o uso de inteligência artificial, criando um contraste entre arquivos do passado e uma tecnologia associada ao presente.

A proposta reforça uma das ideias que atravessam o documentário: olhar para quatro décadas não apenas como retrospectiva, mas como ponto de partida para pensar o que permanece e o que se transforma.

Depois de São Paulo, “Quarenta Verões” terá première em Fortaleza, em 15 de setembro. Em seguida, estão previstas exibições especiais em outras capitais e em espaços ligados à educação, moda, design, comunicação e empreendedorismo.

O documentário já está disponível integralmente no YouTube. Assim, aquilo que começou como uma celebração de aniversário passa a funcionar também como arquivo audiovisual de uma história construída entre moda, território e brasilidade.

GLMRM mostra alguns cliques:

 

Fotos: Nicolas Calligaro/ Lu Prezia

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