Pitty abre novo capítulo com álbum homônimo após sete anos

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Sete anos depois de Matriz, Pitty retorna com um disco de inéditas e escolhe o próprio nome para marcar essa nova fase. Lançado em 16 de outubro pela Deck, “Pitty” reúne 13 faixas e nasce de um processo criativo mais íntimo, no qual a artista retomou hábitos dos primeiros anos de composição, mas com uma participação ainda maior na construção sonora do trabalho.

“Sinto que estou fazendo o meu primeiro disco, essa é a minha sensação”, resume a cantora sobre o projeto. As novas músicas começaram a surgir depois de um período de pausa e reorganização. Pitty voltou ao violão e à criação solitária, como fazia no quarto de casa, em Salvador. Desta vez, porém, avançou também sobre arranjos, riffs e pré-produções em seu próprio estúdio.

Em menos de dois meses, todas as canções estavam compostas. As demos chegaram ao produtor Rafael Ramos, parceiro de longa data da artista, já com boa parte da identidade musical definida.

“Quando ela fez as demos, as ideias estavam meio que prontas. O riff estava lá, a batida estava lá, a forma que o refrão crescia, até as quebradas de bateria”, conta Rafael, que divide a produção do álbum com Pitty.

Rock como ponto de partida

As guitarras continuam no centro do repertório, mas o álbum não se limita a uma única leitura do gênero. Ao longo das faixas, Pitty aproxima o rock de batidas dançantes, hip-hop, blues e diferentes camadas de percussão.

Primeiro single do projeto, “Sobremesa” abre o disco com guitarras marcantes e um refrão melódico. Já “Armadura” explora uma vertente mais dançante e traz uma referência a Clarice Lispector.

Em “DESOBEDIENTE”, diferentes referências melódicas encontram uma batida de hip-hop e o peso das guitarras. A produção é assinada por

Pitty, Rafael Ramos e Nave.

Felipe Vassão participa da coprodução de “Sobriedade Seletiva” e “Pileque de Poeta”, faixas que também aproximam o universo das guitarras da pista. “Não à Deriva” segue por uma direção ligada ao movimento e ao ritmo.

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Relações e diferentes estados de espírito

O álbum também abre espaço para temas ligados às relações e à passagem do tempo. “Caminhada” fala sobre parceria e sororidade, enquanto “Amiga” ganha novas camadas de percussão.

Em outro registro, “Álbum de Casamento” estabelece um diálogo com o blues. O repertório inclui ainda “Madame”, “Prazer, Universo”, “Cuidada” e “Nó”.

Mais de duas décadas depois de se consolidar como uma das vozes do rock brasileiro, Pitty chega a esse sexto álbum de inéditas combinando referências construídas ao longo da carreira com o desejo de continuar experimentando.

Do estúdio para os palcos

O novo trabalho também dá origem a uma turnê, iniciada em São Paulo no dia 17 de outubro, um dia após a chegada do álbum às plataformas.

Até dezembro, o show passa por cidades como Curitiba, Recife, Ribeirão Preto, Sorocaba, Balneário Camboriú e Leopoldina. Outras datas ainda serão anunciadas.

Disponível nas plataformas digitais, “Pitty” também ganhou edições em CD e vinil, reforçando um momento em que a artista revisita suas próprias origens sem transformar a trajetória em limite para os próximos movimentos.

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