Publicidade
Marisa Orth e Paulo Tiefenthaler em cena de ‘Haja Coração’ // Divulgação

Marisa Orth está adorando ver a reprise de ‘Haja Coração’, originalmente transmitida em 2016. Na trama, a atriz a Francesca, uma feirante que trabalhou duro para criar os quatro filhos depois de ser abandonada pelo marido. E se engana quem acredita que a personagem é muito diferente de Marisa, que se inspirou em sua própria avó para encarnar a personagem.

“A família da minha mãe era toda ‘italianada’. Acho que me inspirei muito na vó Janda, na vó Jandira”, revela Marisa Orth em entrevista. Nessa fase de isolamento social, a atriz falou sobre como é rever os momentos marcantes da trama. Também lembrou que ‘Haja Coração’ foi uma oportunidade de fazer, por um longo período, ‘o que não era necessariamente uma comédia escrachada’. A seguir, confira o papo.

Onde você buscou inspiração para compor sua versão da Francesca em “Haja Coração”?
Me considero uma mãezona assim como a Francesca. Quase ninguém sabe, mas eu me chamo Marisa Domingos Orth. O Domingos é Domenico que, no pós-guerra, meu avô italiano acabou tendo que mudar. Tinha um avô alemão e um italiano. A família da minha mãe era toda ‘italianada’. Acho que me inspirei muito na vó Janda, na vó Jandira.

Tem acompanhado a reprise de “Haja Coração”? Quais são os momentos mais marcantes para você?
Sim. Estou gostando de rever várias cenas, umas até que eu não tinha dado valor ou, talvez, nem tivesse assistido na época. Até porque, muitas vezes, a gente estava gravando no momento em que a novela estava sendo exibida. Mas gosto muito das cenas de dança. Da sequência quando a Francesa dança com o Rodrigo numa gafieira. É muito divertido aquilo. Também acho bacanas as cenas dramáticas que fiz com a Chandelly Braz. A conturbada relação daquela mãe e filha rendeu ótimos momentos.

Qual a importância dessa novela na sua trajetória na televisão?
Foi bastante importante. Foi uma chance de fazer, durante um longo período, o que não era necessariamente uma comédia escrachada.  Interpretar uma mulher mais verdadeira, responsável por vários momentos dramáticos… me tirou um pouco do lugar de Magda, de bastante comédia, e de personagens estereotipados.

Você tem vontade de atuar mais em novelas?
Com certeza. Acho a Francesca uma personagem mais possível, humana e real. Através do convite do Daniel Ortiz pude mostrar também para outros autores e para o grande público que eu posso ser utilizada em vários papéis. Tenho poucas novelas no meu currículo. Atuei no máximo em umas seis. A última foi “Tempo de Amar”, que adorei fazer. Então, pra mim, ainda há um frescor em atuar em novelas e muitos papéis que gostaria de fazer.

VOCÊ TAMBÉM PODE GOSTAR

Trump, Hollywood e um déjà-vu que ninguém pediu

Trump, Hollywood e um déjà-vu que ninguém pediu

Trump tenta ressuscitar a franquia Rush Hour ao se aproximar de investidores e de Brett Ratner, num movimento que parece mais político do que cinematográfico. A proposta mistura nostalgia, estratégia cultural e a tentativa de reabilitar nomes controversos, mas enfrenta um mercado que não demonstra demanda real por um quarto filme. O episódio revela mais sobre a necessidade de Trump de reafirmar sua persona pública do que sobre qualquer impulso criativo em Hollywood.
Tom Cruise enfim leva seu Oscar…

Tom Cruise enfim leva seu Oscar…

Tom Cruise foi o grande nome do Governors Awards ao receber, após 45 anos de carreira, seu primeiro Oscar — um honorário. Em um discurso íntimo e preciso, ele relembrou a infância no cinema e reafirmou que fazer filmes “é quem ele é”. A entrega por Alejandro Iñárritu, seu novo parceiro em um projeto para 2026, reforçou o peso artístico do momento. Nos bastidores, o prêmio foi visto como aceno da Academia a um dos últimos astros capazes de mover massas ao cinema. Uma noite que selou não só um reconhecimento tardio, mas também a necessidade de Hollywood de se reconectar com sua própria grandeza.

Instagram

Twitter