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Algumas viagens permanecem na memória não apenas pelos lugares visitados, mas pelas mudanças que provocam em quem as vive. Para Igor Rickli, uma passagem por Manaus representa justamente esse tipo de experiência: foi durante esse período que a história de sua família ganhou uma nova configuração com a chegada de Fátima e Wil.

A lembrança inspirou a campanha de Dia dos Pais de 2026 da Bagaggio, estrelada pelo ator ao lado dos três filhos, Antônio, Fátima e Wil. Com o conceito “Memórias em movimento”, o projeto recupera elementos ligados às viagens em família, como estradas, carros antigos e bagagens, para abordar a paternidade a partir da presença e dos momentos compartilhados.

Durante as gravações, Igor retornou às emoções daquele período e observou como a memória, antes vivida principalmente por ele e Aline Wirley, passou a integrar também a história das crianças. Mais do que reconstituir uma viagem, a campanha abriu espaço para uma reflexão sobre afeto, adaptação e pertencimento.

“Desde que Fátima e Wil chegaram, há dois anos e meio, essa data ganhou um significado ainda mais especial para mim. Eles reforçam diariamente algo em que acredito profundamente: a presença é o maior presente que um pai pode oferecer”, afirma o ator.

Em conversa com o GLMRM, Igor fala sobre a experiência de dividir o set com os filhos, o significado da viagem a Manaus e os aprendizados que surgiram com a construção de uma família de cinco.

A campanha parte de uma lembrança muito íntima da sua família. Como foi reviver essa viagem para Manaus ao lado dos seus filhos durante as gravações?

Foi emocionante. A gente voltou para um lugar que marcou o começo da nossa história como família de cinco. Enquanto gravava, eu lembrava de tudo o que vivemos ali, mas também via o quanto eles cresceram. O mais bonito foi perceber que, hoje, essa lembrança já não é só minha e da Aline. É deles também.

O conceito “Memórias em movimento” fala sobre as viagens que transformam a vida. Quando você olha para trás, por que essa viagem específica representa um divisor de águas na história da sua família?

Porque foi quando deixamos de imaginar uma família e passamos a vivê-la. A viagem até Manaus não foi apenas um deslocamento geográfico. Foi uma travessia emocional.

Voltamos diferentes. Com mais desafios, claro, mas também com muito mais amor, coragem e vontade de construir um lar de verdade.

Fazer uma campanha de Dia dos Pais com seus filhos certamente torna tudo mais verdadeiro. Como foi para Antônio, Fátima e Wil participarem desse projeto e enxergarem a própria história sendo contada?

Foi muito leve. Eles se divertiram, deram risada e bagunçaram o set, como qualquer criança faria.

Acho bonito porque eles já entendem que a nossa história pode inspirar outras famílias, mas sem perder a espontaneidade. No fim, estavam mais preocupados com o lanche do que com a câmera. E isso é ótimo.

Muito se fala sobre os desafios da paternidade. O que a chegada de Fátima e Wil ensinou a você sobre ser pai e sobre a construção de uma família?

Ensinou-me que uma família não nasce pronta. Ela é construída todos os dias. O amor é importante, mas presença, paciência e constância transformam tudo.

Eles também me fizeram entender que, muitas vezes, quem mais cresce nessa relação somos nós, os adultos.

Se pudesse guardar apenas uma lembrança dessa viagem na mala, além das fotografias, qual seria e por quê?

Eu guardaria um fim de tarde no Rio Negro. A gente estava em um barquinho, navegando, e as crianças davam muita risada quando surgiu um arco-íris.

Foi um daqueles momentos que não precisam de explicação. Parecia que a natureza estava nos abraçando. Ali, naquele rio imenso, cercado pela floresta, senti como se estivéssemos recebendo uma bênção. É uma lembrança que vou carregar para sempre.

 

Fotos: Divulgação

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