
Em meio a uma rotina marcada por shows, viagens e gravações, Jota.Pê encontrou nos pequenos rituais uma forma de desacelerar e se reconectar. Entre música, autocuidado e fragrâncias, o cantor fala sobre hábitos que ajudam a construir sua presença dentro e fora dos palcos.
Embaixador de Iconique 001, de O.U.i Paris, Jota.Pê também compartilha memórias olfativas, revela as notas que mais combinam com sua personalidade e comenta a relação que enxerga entre perfume e processo criativo. Na conversa, ele ainda reflete sobre autenticidade, bem-estar e as mudanças na forma como os homens lidam com o autocuidado.
A expressão francesa savoir-vivre fala sobre a arte de viver bem. Em meio à correria de shows, viagens e gravações, quais rituais fazem você desacelerar e se reconectar com você mesmo?
A rotina realmente é intensa, então aprendi que preciso criar pequenos momentos para me reconectar ao longo do dia. Pode ser ouvir uma música com calma, tomar um café sem olhar o celular, caminhar um pouco ou até escolher a fragrância que vou usar antes de sair. São gestos simples, mas que me ajudam a mudar o ritmo e a entrar mais presente em cada compromisso. Acho que o savoir-vivre mora justamente nisso: entender que o cuidado com a gente não precisa ser algo grandioso. Às vezes, são cinco minutos dedicados a um ritual que fazem toda a diferença na forma como você vive o restante do dia.
A internet vem comentando que você é bem cheiroso… o que você faz para manter essa fama?
(Risos) Eu acho engraçado porque isso surgiu de uma forma muito espontânea. Sempre gostei de me cuidar, mas nunca foi pensando em criar uma “fama”. Para mim, passar perfume faz parte da rotina, assim como escolher uma roupa ou ouvir uma música antes de sair de casa. Gosto de estar bem apresentado porque isso também influencia a forma como eu me sinto. Acho que o perfume tem esse poder de completar a presença de uma pessoa sem precisar chamar atenção. No fim, se as pessoas perceberam isso e associam esse cuidado a mim, fico feliz. Mas acho que o fato de usar Iconique 001 ajuda nessa tarefa… (risos) pensa numa fragrância cheirosa!
Você tem notas olfativas favoritas? Existe algum ingrediente que reflita a sua personalidade ou a forma como você gosta de ser lembrado?
Nunca fui de decorar nomes de notas, mas gosto muito do café porque ele tem um lado acolhedor. É um cheiro que me traz conforto, mas também energia, e acho que conversa muito com a minha rotina. E o sândalo também é uma nota que me chama atenção porque transmite elegância de um jeito discreto, sem precisar exagerar. No fim, percebo que gosto de fragrâncias que têm presença, mas de uma forma natural, sem precisar falar alto. Acho que isso diz bastante sobre quem eu sou também. Por isso que eu me dei tão bem com Iconique 001: é uma fragrância que traz todas essas características juntas!
Na sua visão, o que faz um homem ser realmente icônico?
Para mim, ser icônico não tem nada a ver com querer chamar atenção. Tem mais relação com autenticidade. É quando uma pessoa encontra a própria identidade e não sente necessidade de vestir um personagem para agradar ninguém. Eu admiro pessoas que têm coerência entre aquilo que falam, fazem e demonstram. Acho que presença é muito mais marcante do que aparência. Quando O.U.i Paris me convidou para ser embaixador de Iconique 001, que traduz tudo isso, me senti muito honrado, porque ficou claro para mim que, quando essa característica existe de verdade, isso acaba ficando na memória das pessoas.

Você acredita que existe alguma conexão entre música e perfumaria?
Totalmente. As duas trabalham com emoção e memória. Uma música pode marcar um momento da vida da mesma forma que uma fragrância. Nenhum dos dois precisa ser explicado racionalmente para fazer sentido. Você sente primeiro e entende depois. Acho bonito pensar que tanto uma composição quanto uma fragrância podem acompanhar alguém por muitos anos e fazer parte da história daquela pessoa.
A perfumaria consegue influenciar o seu processo criativo na hora de compor ou subir ao palco?
Com certeza. Eu acredito que criar depende muito do ambiente e da forma como você chega até aquele momento. Música nasce de experiências, de imagens, de sons e também de cheiros. Um aroma pode mudar completamente o clima de um ambiente ou a forma como você se sente. Antes de um show ou de um momento importante, gosto de criar esse ritual porque ele me ajuda a entrar no estado certo. Parece um detalhe, mas faz diferença.
Cada vez mais os homens têm falado sobre autocuidado. Como você enxerga essa mudança?
Acho uma mudança muito positiva. Durante muito tempo existiu a ideia de que o homem precisava se preocupar pouco com esse tipo de cuidado, mas isso vem mudando bastante. Hoje entendemos que autocuidado não é vaidade exagerada, é bem-estar. Gosto de cuidar da pele, descansar quando posso e escolher uma fragrância que combine com o meu momento. A fragrância acaba sendo o toque final antes de sair de casa. É um gesto simples, mas que muda completamente a forma como eu começo o dia. Além da fragrância, gosto de usar toda a linha de Iconique 001 para realizar o meu processo de autocuidado para intensificar o aroma.
Como você escolhe uma fragrância? Existe algum critério para encontrar uma assinatura olfativa que tenha a ver com você?
Acho que é muito parecido com escolher uma música ou uma roupa: precisa existir uma conexão. Não é apenas sobre gostar de uma nota específica, mas sobre como aquela fragrância faz você se sentir. Iconique 001, de O.U.i Paris, me chamou atenção justamente por essa combinação de intensidade e sofisticação, porque tem presença, mas também transmite uma elegância muito natural. Para mim, uma boa fragrância precisa contar um pouco da história de quem usa.
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