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Foto Freepik

Aplicar o protetor solar pela manhã já faz parte da rotina de muitos consumidores. No entanto, manter a proteção ao longo do dia ainda representa um desafio. Uma pesquisa realizada pelo IPUPO Pós-graduação em parceria com a ADA TINA Italy mostrou que 64,5% dos participantes não reaplicam o produto.

O levantamento ouviu 287 pessoas por meio de um formulário online, entre 15 de maio e 15 de junho. Embora a amostra não represente toda a população brasileira, os resultados ajudam a identificar comportamentos relacionados à fotoproteção.

Entre os entrevistados, 81,3% afirmaram usar protetor solar diariamente. Ainda assim, quase dois terços não fazem uma nova aplicação ao longo do dia. Esquecimento, falta de praticidade e desconforto com o produto aparecem entre as principais justificativas.

“O desafio da fotoproteção não é apenas convencer o consumidor a aplicar protetor solar, mas desenvolver produtos e tecnologias capazes de acompanhar a rotina real das pessoas”, afirma o farmacêutico Maurizio Pupo, diretor científico do IPUPO Pós-Graduações e diretor de pesquisa e desenvolvimento da ADA TINA.

Esquecimento lidera os motivos

Segundo a pesquisa, 23,4% dos participantes não reaplicam o protetor solar porque se esquecem. Em seguida, aparecem a inconveniência prática, citada por 20%, e a sensação incômoda deixada por algumas fórmulas, apontada por 15%.

Além disso, 14,7% mencionaram a falta de tempo. Outros 13,2% disseram desconhecer a necessidade de reaplicar o produto.

Apesar dessas dificuldades, os entrevistados demonstraram conhecer parte dos efeitos relacionados à exposição solar sem proteção. As manchas foram citadas por 94,4% dos participantes, enquanto 88,8% mencionaram o câncer de pele.

As queimaduras apareceram em 80,8% das respostas. Já rugas e flacidez foram lembradas por 72%, seguidas por acne ou espinhas, com 15,2%, e sensibilidade, com 10,4%.

Proteção vai além do FPS

De acordo com Maurizio Pupo, a eficiência de um protetor solar não depende apenas do fator de proteção solar, o FPS. Também é necessário considerar a proteção contra os raios UVA e UVB, assim como a estabilidade dos filtros diante da exposição à luz.

A radiação UVB se relaciona principalmente ao eritema solar, caracterizado pela vermelhidão provocada pela exposição ao sol. Por outro lado, a radiação UVA está associada ao fotoenvelhecimento, à pigmentação persistente e aos danos cumulativos na pele.

Além disso, a fotoestabilidade indica a capacidade da formulação de preservar seu desempenho protetor quando entra em contato com a radiação ultravioleta.

“O consumidor aplica o protetor solar pela manhã, mas muitas vezes esquece, não consegue ou não deseja reaplicar durante sua rotina urbana”, explica o farmacêutico.

Tecnologia busca acompanhar a rotina

A pesquisa também serviu de contexto para apresentar a Tecnologia Solent 12HS, desenvolvida pela ADA TINA e utilizada nos protetores solares da marca. Segundo a empresa, a tecnologia combina filtros solares fotoestáveis para manter a proteção contra as radiações UVA e UVB por um período prolongado, em condições normais de uso diário.

Linhas como Normalize e Biosole contam com a tecnologia. A proposta, conforme a marca, é facilitar a fotoproteção de quem encontra dificuldades para reaplicar o produto durante compromissos, trabalho ou atividades cotidianas.

Ainda assim, características como quantidade aplicada, exposição à água, transpiração, contato com roupas e condições de uso podem interferir na permanência de qualquer produto sobre a pele. Por isso, o consumidor deve seguir as orientações presentes na embalagem de cada fórmula.

Protetor solar entra na rotina urbana

Outro dado do levantamento mostra que 65,9% dos participantes aplicam o protetor solar independentemente da situação. Assim, o uso não fica restrito à praia, à piscina ou aos dias de sol intenso.

Para os responsáveis pela pesquisa, o resultado indica uma transição da fotoproteção para um hábito urbano diário. Ao mesmo tempo, os números mostram que o uso inicial do produto não garante, sozinho, uma rotina adequada de proteção.

“O futuro da fotoproteção passa por produtos que conciliem alta eficácia, fotoestabilidade e praticidade. Quanto mais a tecnologia conseguir se adaptar à rotina das pessoas, maiores serão as chances de transformar o uso correto do protetor solar em um hábito sustentável e contínuo ao longo da vida”, conclui Maurizio Pupo.

Fonte: Dr. Maurizio Pupo, farmacêutico, pesquisador e diretor científico do IPUPO Pós-Graduações, além de diretor de pesquisa e desenvolvimento da ADA TINA. CRF-SP 13.328.

Sobre a pesquisa: levantamento quantitativo realizado pelo IPUPO Pós-graduação em parceria com a ADA TINA Italy. Ao todo, 287 pessoas responderam a um formulário online entre 15 de maio e 15 de junho. A amostra não representa a população brasileira como um todo.

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