Foto: Divulgação

O couro cabeludo ganhou um novo lugar na rotina de beleza. Inspirado em técnicas asiáticas, o Head Spa vem conquistando espaço nos salões ao transformar o cuidado com os cabelos em uma experiência que também envolve massagens, pausa e bem-estar.

No TP Beauty Lounge, no Leblon, o ritual segue uma proposta personalizada, que pode variar conforme as necessidades dos fios e do couro cabeludo. À frente do espaço, Jessica Dannemann explica ao GLMRM por que o tratamento ganhou tanta atenção e o que seu sucesso revela sobre a nova relação entre beleza e autocuidado.

O Head Spa virou objeto de desejo nos salões. Estamos falando de uma tendência de beleza ou de uma nova forma de autocuidado?
Acredito que seja um pouco dos dois. Com a rotina cada vez mais acelerada, as pessoas estão percebendo a importância de fazer pausas e reservar um tempo para si. O Head Spa oferece justamente essa combinação: cuidado com os cabelos e couro cabeludo, aliado a uma experiência de relaxamento que ajuda a desacelerar.

O que diferencia o Head Spa de uma lavagem tradicional ou de um tratamento capilar convencional?

A experiência é muito mais completa. Mesmo nos protocolos mais básicos, as massagens transformam a lavagem em um momento de relaxamento. Além disso, é possível integrar técnicas de terapia capilar, associando o bem-estar aos cuidados específicos com o couro cabeludo e os fios. É uma maneira de aproveitar o mesmo momento para cuidar de si de forma mais abrangente.

Por que o couro cabeludo finalmente ganhou status de protagonista na rotina de beleza?

As pessoas estão mais informadas e entenderam que a saúde dos fios começa no couro cabeludo. Ele é pele e também merece atenção, assim como o rosto, que já recebe uma rotina cada vez mais elaborada de skincare. Questões como estresse, procedimentos químicos e deficiências nutricionais podem estar associadas à queda capilar, o que também desperta o interesse por cuidados mais específicos.

O ritual também é conhecido pelo potencial de relaxamento. O que acontece durante a experiência?

Existem diferentes versões do Head Spa, e nós nos inspiramos no ritual japonês, incorporando também a massagem corporal. Essa combinação favorece um relaxamento profundo. Algumas clientes chegam a dormir durante o procedimento. Acho que esse é um dos grandes diferenciais: a possibilidade de se desconectar da rotina, mesmo que por pouco tempo, enquanto recebe cuidados de beleza.

É um tratamento para quem tem alguma necessidade capilar específica ou qualquer pessoa pode experimentar? E qual é a frequência ideal?

O público é bastante diverso: atendemos homens e mulheres de diferentes idades. Tanto quem busca relaxamento quanto quem deseja associar esse momento a cuidados capilares pode se beneficiar da experiência. A frequência depende das necessidades e dos objetivos de cada pessoa. Temos clientes que fazem semanalmente, outras a cada 15 dias ou uma vez por mês. O importante é personalizar o protocolo e respeitar as necessidades do couro cabeludo e dos fios.

O que o sucesso do Head Spa revela sobre o futuro da beleza?

Acredito que estamos vivendo uma fase em que beleza e bem-estar caminham cada vez mais juntos. As pessoas entendem a importância do autocuidado, mas, diante da correria, acabam priorizando outras demandas e deixando a si mesmas em segundo plano. Quando encontram uma experiência que permite cuidar dos cabelos, relaxar e otimizar o tempo, fica mais fácil incluir esse momento na rotina. O futuro dos serviços de beleza está justamente nessa integração: experiências que entregam benefícios múltiplos e fazem do cuidado pessoal algo mais completo.

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