Celebrado em 23 de abril, o Dia Mundial do Livro convida à reflexão sobre o papel da leitura na formação de pensamento, repertório e visão de mundo. Mais do que um hábito individual, os livros seguem como ferramentas potentes de transformação — inclusive no ambiente corporativo, onde histórias, ideias e experiências ajudam a orientar decisões e inspirar trajetórias.
A partir desse olhar, lideranças de diferentes áreas compartilharam títulos que marcaram suas jornadas pessoais e profissionais. As indicações transitam entre clássicos da literatura, biografias e ensaios contemporâneos, mas têm um ponto em comum: a capacidade de provocar reflexão e ampliar perspectivas.
Entre as recomendações, a CEO da Dengo Chocolates, Cintia Moreira, destaca “A hora da estrela”, de Clarice Lispector. Para ela, a obra revela a importância de enxergar além do óbvio e reconhecer diferentes realidades.
“É um livro breve, mas de grande profundidade. A história de Macabéa, uma jovem invisível aos olhos do mundo, nos convida a refletir sobre dignidade, existência e sobre aquilo que muitas vezes passa despercebido.”

Já Carla Timm, diretora comercial e de educação profissional da TRUSS, aponta duas leituras que dialogam diretamente com liderança e trajetória profissional: “Meu Caminho até a Cadeira Número 1”, de Rachel Maia, e “Faça Acontecer”, de Sheryl Sandberg. Segundo ela, os livros reforçam a importância da resiliência e da construção de um legado mais inclusivo.

No campo das discussões sociais e estruturais, Priscila Pellegrini, CEO da Holding Clube, indica “Mulheres, Raça e Classe”, de Angela Y. Davis. A leitura, segundo ela, amplia a compreensão sobre diversidade e consciência social, tanto na vida pessoal quanto profissional.

Também com foco em relações humanas e empatia, Ju Ferraz, sócia-diretora da Holding Clube, recomenda “A Cabeça do Santo”, de Socorro Acioli. A obra, de acordo com ela, permanece na memória pela sensibilidade com que aborda conexões e escuta.

A reflexão sobre ritmo de trabalho e bem-estar aparece na indicação de Luana Genót, CEO e fundadora do ID_BR, que destaca “Descansar e Resistir”, de Trisha Hershey. A leitura propõe uma mudança de perspectiva sobre produtividade e sustentabilidade no ambiente profissional.

Outro olhar sobre comportamento e expectativas sociais surge na recomendação de Emily Ewell, CEO da Pantys, que aponta “Bem-comportadas: Os sete pecados capitais e o preço que as mulheres pagam para provar seu valor”, de Elise Loehnen. Para ela, o livro provoca uma revisão crítica sobre padrões históricos impostos às mulheres.

A importância da autenticidade e da vulnerabilidade também aparece entre as sugestões. Juliana Valeriano, CMO do Grupo NAOS, indica “A Coragem de Ser Imperfeito”, de Brené Brown, obra que propõe uma reflexão sobre liderança baseada em conexões genuínas.

Já Maria Fernanda Albuquerque, VP global de marketing da Havaianas, destaca “A Bailarina de Auschwitz”, de Edith Eger, livro que aborda superação e propósito a partir de experiências extremas. Segundo ela, a narrativa mostra que a liberdade começa com escolhas internas.

Entre as leituras que estimulam o autoconhecimento, Cathyelle Schroeder, CMO da Riachuelo, recomenda “Primeiro eu tive que morrer”, de Lorena Portela, enquanto Betina Sahbe, CEO da Keep Light, indica “Novos Caminhos, Novas Escolhas”, de Abilio Diniz, obra que reforça a importância da reinvenção ao longo da vida.

Ao reunir diferentes vozes e experiências, as indicações reforçam o papel do livro como instrumento de reflexão e crescimento. No Dia Mundial do Livro, a mensagem é clara: ler continua sendo uma das formas mais consistentes de expandir horizontes e construir repertório para os desafios do presente e do futuro.

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